Texto dissertativo’’Educação escola de pessoas com
surdez’’
O foco do trabalho na escola comum dever ser a
transformação das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas defendendo
a reinvenção das práticas pedagógicas na perspectivas da educação escolar
inclusiva para pessoas com surdez, visando proporcionar a essas pessoas
oportunidade de aquisição do de habilidades para a vida em comunidade, ou seja,
atuar e interagir com seus pares no mundo. Como cita Mirlene F.M, Damázio.
... “Essas pessoas enfrentam várias entraves
para participarem da educação escolar, decorrentes da especificidade que á
perda da audição provoca e da forma como se estruturam as propostas
educacionais das escolas.”
Aproximadamente há
dois séculos esses enfoques dualistas, entre gestualistas e oralistas, permeiam
e ocupam importante lugar nas políticas publicas do nosso pai, seja na escola
comum ou especial, continuar neste embate é manter na exclusão escolar as
pessoas com surdez. Mirlene F.M, Damázio
...’’Termos certeza de que os processos perceptivos,
lingüística e cognitiva das pessoas com surdez poderão ser estimulados e
desenvolvidos, tornando –as sujeitos capazes, produtivos e constituídos de
várias linguagens, com potencialidade para adquirir e desenvolver não somente
os processos visuais- gestuais, mais também ler e escrever as línguas em
entorno e, se desejar, também fala. ’’
Portanto a urgência em deflagrar iniciativas que
desconstruam os modelos conservadores da escola comum, para gestar formas de
fazer uma educação escolar inclusiva pautada no reconhecimento e na valorização
das diferenças, tornando preciso uma releitura das propostas que o espaço
escolar tem sido remetido, para que as práticas de ensino e aprendizagem na
escola comum publicam, possa então ser caracterizada pela sua eficiência, na
busca de uma verdadeira produtividade e qualidade inerentes para a educação da
pessoa surda. Damázio afirma.
...’’É necessário discutir que mais do que uma língua as pessoas com surdez precisam de
ambientes educacionais mais estimuladores que desafiem o pensamento exercitem,
a capacidade perceptivo-cognitivos.Obviamente, são pessoas que pensam,
raciocinam e que precisam como as demais de uma escola que explore suas capacidades, em todos os
sentidos. Se só a posse de uma língua bastasse para aprender, as pessoas
ouvintes não teriam problemas de aproveitamento escolar, já que entram na
escola cem uma língua oral desenvolvida. Aquisição da língua de sinais, de fato
não garante uma aprendizagem significativa. O ambiente em que a pessoa com
surdez esta inserida, em especial, e da escola comum, uma vez que não lhe
oferece condições para se estabelecer
mediações simbólicas com o meio físico e social.”
Mediante todas as questões apresentada, é primordial
valorizar as diferenças humanas e aprender com o diferente, não pela diferença
que suas deficiências impõem. Em meio a essa realidade, a abordagem bilíngüe
vem se legitimar a partir da sua obrigatoriedade que se afirma no decreto 5.626
de 05 de dezembro de 2005, que vem determinar o direito de uma educação em
língua de sinais e a língua portuguesa, em sua modalidade escrita, ocorram de
forma simultânea e que o a cesso as mesmas colaborem com o processo educativo
do aluno com surdez. O respeito e o reconhecimento do atendimento educacional
especializado para pessoas com surdez e o direito do aluno com surdez e com tal
não deve ser questionado pois e a aceitação de sua diferença que assegurara a
sua aprendizagem. Damázio afirma
...’’O atendimento para aprendizagem de libras enriquece a
aprendizagem dos alunos com surdez; esse atendimento exige uma organização
metodológica e didática especializada; o professor que ministra aula de libras
deve ser qualificado para realizar o atendimento das exigências básicas do
ensino, não praticar o bimodalismo, ou seja, duas línguas de estruturas
lingüísticas diferentes; o professor com surdez, para o ensino de libras, oferece
aos alunos melhores condições do que o
professor ouvinte, porque o contato com crianças e jovens surdos com adultos
surdos favorece a naturalidade no processo de aquisição da língua... ’’
Objetivo do AEE é respeitar e garantir o acesso as duas
línguas obrigatórias para o atendimento do aluno Com surdez, possibilitando um
melhor ambiente de aprendizagem e buscando metodologias que promovam o
desenvolvimento afetivo, social, cognitivo e lingüístico desse aluno em fim é
preciso que nossa sociedade, a escola comum e todos os envolvidos por uma
educação inclusiva acreditem na inclusão e assim contribua para o
desenvolvimento de uma educação que atenda á todas as ouvintes e oralistas e
que este processo de construção do saber possa ser compartilhado por todos.
Referencias: Damázio M.F,Ferreira ,Educação escolar de
pessoas com surdez
Revista inclusão
Brasília: v.5.2010 p.46 57.